A badalada lista do técnico Dunga da Seleção Brasileira 'barrou' qualquer prognóstico antecipado pelos palpiteiros de plantão e, abelhudos que insistem em proclamar: 'um passarinho me disse'. Mostrando independência e, afinando o estilo 'turrão', Dunga apostou no que sempre foi pregado por alguns ex-colegas: coerência. Aliás, a incoerência foi o inimigo número um de Adriano, que conquistou um império mas, perdeu a batalha na vida extra-campo. Esqueceram de avisar para Adriano que, o temperamento de Dunga é forjado pela disciplina. Os altos e baixos do atacante do Flamengo, decretaram-lhes a perda de uma convocatória certa.
As ausências de Paulo Henrique Ganso e Neymar podem ser analisadas que ambos são promessas e, dentro de pouco tempo serão absolutos titulares da Seleção Brasileira com Dunga no comando ou não. A 'miopia' do treinador agora, não pode ser observada como falta de sensibilidade, mas da afirmação perante o grupo que vem frequentando as listas de convocação para amistosos e treinamentos que antecederam a lista definitiva anunciada. A insatisfação com Dunga é um lugar-comum na pasionalidade do torcedor. A história conta que Zagallo 'cortou' Romário, um outro gaúcho Luiz Felipe também deixou o baixinho fora, relevando o clamor nacional. Agora a dupla Ganso e Neymar está no olho do furacão.
O atacante Adriano de fora da convocação recebeu um duplo castigo. Até o último domingo o jogador estava convocado, no entanto, a ausência no ataque dp Flamengo contra o São Paulo, ofereceu a oportunidade de um outro atacante escrever o nome: Grafitte. Menos mal para o Flamengo que, na 'bacia das almas' ainda emplacou o meia Kleberson, que nem é titular atualmente no rubronegro da Gávea. A chance desperdiçada por Adriano pode ser creditada a ele próprio. Ademais é dar confiança aos convocados e, também ao comandante Dunga. A Seleção Brasileira sempre que sai desacreditada do país encarna conquistas. A história conta isso.