sábado, 26 de junho de 2010

A HISTÓRIA SEM FIM DE REINADOS NA POLÍTICA

Neste período eleitoral revivemos a fantasia de um mundo mágico. Personagens que encarnam o papel de mau, coadjuvantes conspiradores, corte abalada pelas futricas palacianas, todavia, antenados num sentimento: o poder. O mundo político a cada quatro anos fica de cabeça para baixo, enquanto a sociedade fica à deriva de conceitos ou ausências de políticas públicas do teatro de canastrões políticos.
Os clãs mantêm a hegemonia certos de que podem manter os grilhões nas mentes do povo. Os seguidores do brasão injetam otimismo nas bases em contraponto a outras necessidades das massas. Como toda hierarquia há distribuição de benesses. Vassalos são bem cotados, enquanto que, plebeus ficam longe de interagir nos banquetes e quando possuem tal abertura são engessados pela Corte. Quem está preocupado com o bem-estar do povo?
A história narra que o mundo evoluiu ficando claro que a leitura faz sentido. Racionalmente, porém, os homens buscam no passado exemplos claros que possam ser legitimados no mundo moderno. Desde da criação do mundo os poderes estão em desafios constantes. Todos que buscam o poder leêm o destino à perfeição da própria imagem. A manutenção de um 'reinado' sem alternativa resulta em fadiga, com a insurgência de discordâncias.
Diferente da história antiga que o reinado era sem fim, na modernidade o mesmo tem que ser renovado. A cada quatro anos é tempo de transição, e a maioria - entendida como povo não pode continuar sendo esbofetada pelo clã que domina o poder. A democracia instalada na Grécia antiga, assim como a ética são liturgias esquecidas na guerra pelo trono. Por isso, as traições na política estão na ordem do dia. A importância, contudo, é saber quem trai quem? E mais ainda: que herança está sendo deixada para o povo?

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